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DPOC e a Cinesioterapia Respiratória

4 January 2011 8,837 views No Comment

A DPOC, referente à doença pulmonar obstrutiva crónica, é uma doença crónica com uma representação significativa na sobrecarga do nosso sistema de saúde. Segundo dados da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, estima-se que aproximadamente 5% da população entre os 35 e os 69 anos sofra desta condição. As pessoas que desenvolvem são frequentemente fumadoras ou estiveram expostas a altos níveis de poluição atmosférica, gases e poeiras químicas, entre outros factores.

Mas afinal, o que é a DPOC?

A doença pulmonar obstrutiva crónica consiste, como o próprio nome indica, numa doença crónica, progressiva e irrecuperável, que atinge os brônquios e os pulmões propriamente ditos, diminuindo a área disponível para a penetração de oxigénio no nosso corpo. Assim, mesmo que consiga inspirar, a pessoa com DPOC não consegue introduzir no seu corpo quantidades adequadas de oxigénio, cansando-se facilmente e com frequência, tendo expectoração e tosse. O tratamento da DPOC passa pela suspensão do agente causador – no caso dos fumadores, será deixar de fumar – e realizar oxigenoterapia frequente. A fisioterapia respiratória desempenha também aqui um papel significativo.

Um dos procedimentos frequentemente incentivados junto deste tipo de doentes, que contribui significativamente para o seu conforto e para a sua capacidade de respiração, é a realização regular de cinesioterapia respiratória.

A cinesioterapia respiratória consiste num conjunto de técnicas, entre as quais a vibração, a percussão e o posicionamento, que visam proporcionam ao doente uma melhor expansão pulmonar, através da desobstrução e libertação de secreções nas vias respiratória centrais e periféricas.

A mobilização e expulsão de secreções permitem uma libertação de áreas de respiração, no interior dos pulmões e ao longo do aparelho respiratório. Este libertação vai facilitar a entrada do ar e os movimentos de inspiração, restituindo a ventilação às áreas anteriormente comprometidas.

Estas intervenções, quando realizadas de forma frequente ao longo da vida da pessoa, vão contribuir decisivamente para o seu conforto, autonomia e capacidade de mobilização. A melhor ventilação, proporcionado por este conjunto de técnicas, diminui a sensação de cansaço (fadiga) da pessoa com DPOC, permitindo-lhe uma maior tolerância às actividades do seu dia-a-dia.

A implementação deste exercício físico programado e controlado ajudará a melhorar condição física geral do doente com DPOC, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida e capacidade funcional. Esta capacidade funcional, de participar activamente na sua própria vida, contribui para uma maior presença na sua vida familiar, social e profissional.

Para além disso, a fisioterapia respiratória sistemática e frequente, permite um menor número de agudizações e, consequentemente, de internamentos, como menor gastos em saúde, para a própria família e para a comunidade.

Todas estas intervenções podem ser realizadas fora do contexto hospitalar, no conforto do seu lar e tendo em consideração as suas rotinas pessoas, com um técnico especializado junto de si.

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