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Cuidados informais ou formais?

12 October 2010 8,939 views No Comment

Quando a doença abarca a família e o idoso, muitas vezes as pessoas questionam-se acerca da necessidade de cuidados face ao seu familiar. Será que elas próprias são capazes de dar resposta às diversas situações ou, por outro lado, será que é necessária a intervenção profissional?

Neste artigo pretendemos abordar, de forma sucinta, esta temática.

Afinal, o que são cuidados informais e quando é que estes são suficientes?

Cuidados informais consistem no acompanhamento que, efectivado por familiares ou outras pessoas próximas, se responsabiliza pela assistência da pessoa idosa no seu dia-a-dia, na promoção da sua qualidade de vida e garantindo que as suas necessidades diárias são satisfeitas. Cuidadores informais são pessoas que desempenham esta função numa base informal, sem preparação profissional prévia ou qualquer vínculo contratual e sem qualquer tipo de remuneração.

Os cuidados informais representam uma mais-valia, numa sociedade que ainda não é capaz de dar uma resposta satisfatória às necessidades de cuidados por parte da população idosa.

Para além deste facto, podem representar uma fonte significativa de gratificação para as pessoas que assumem o papel de cuidadores informais. Também para o idoso, se este tiver a possibilidade de permanecer no domicílio e próximo da sua família, esta abordagem representa a oportunidade deste se manter num ambiente familiar, de grande afectividade, onde tem oportunidade de acompanhar os seus familiares e as suas vidas de forma mais próxima, desempenhando um papel significativo nas mesmas.

Apesar de esta ser uma abordagem desejada pela maioria dos idosos e pelas suas famílias, existem obstáculos significativos que tornam difícil a implementação de cuidados informais, nalgumas situações.

Uma destas situações consiste na presença de condições mais graves de doença, onde poderá existir uma necessidade premente de cuidados profissionais. Quando o familiar não consegue dar resposta a estes problemas, é fundamental que tenha ao seu dispor uma equipa de profissionais de saúde disponível para lhe prestar apoio.

A doença, quando instalada de forma crónica e progressiva, no idoso, pode suscitar condições em que é necessária uma intervenção especializada, na garantia dos cuidados adequados. Nestes momentos, a presença do cuidador informal é fundamental, mas os cuidados devem ser conduzidos e orientados pela equipa de saúde.

Os cuidados profissionais consistem num conjunto de cuidados prestados ao idoso, por uma equipa médica, de enfermagem, fisioterapia, psicologia, etc., na articulação de conhecimentos científicos disponíveis em múltiplas áreas disciplinares. Em situações de agudização e agravamento de doença, de alteração do estado normal do idoso, estes cuidados devem ser garantidos, quer em meio hospitalar, quer no domicílio, pelo profissional de saúde.

Quando a doença é prolongada, é possível que o cuidador informal receba formação especializada por parte dos profissionais de saúde e seja então capaz de dar uma resposta activa e presente, em situações especiais. No entanto, quando a família é responsável pelo cuidado diferenciado ao idoso, é fundamental que esta seja preparada não só para a execução de algumas técnicas diferenciadas, mas também que esta seja capaz de reconhecer os limites da sua intervenção.

Afinal, quando é que passam a ser necessários cuidados profissionais, junto do meu familiar?

Na prestação de cuidados, a família deve ser capaz de identificar situações onde os seus cuidados não são suficientes e em que é necessária a intervenção especializada por parte da equipa de saúde.

Se está na condição de prestador de cuidados informais, tenha em consideração que os cuidados que prestam ao seu familiar têm um impacto valioso, não só na vida do mesmo, como na vida da sua família e nas dinâmicas da nossa sociedade.

Tenha também em atenção que existem equipas hospitalares e domiciliárias, a nível dos cuidados de saúde diferenciados, prontas para lhe prestar a devida assistência. Se não quer levar o seu familiar para o hospital, existem recursos comunitários capazes de lhe dar o apoio necessário, em casa.

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